Análise heurística: Os 10 princípios de Abby Covert

0
137
views
10 princípios para análise heurística

O uso dos 10 princípios para análise heurística propostos por Abby Covert ajuda a analisar heuristicamente algo, que nada mais é do que avaliar algo de forma pragmática a fim de se retirar resoluções rápidas sobre seu funcionamento e consistência de uso.

Na concepção de interfaces essa atividade é bastante usada para garantir a estabilidade de navegação e a usabilidade do sistema. Neste caso, a análise heurística pode reunir um conjunto de boas práticas, regras de ouro, julgamentos intuitivos e até mesmo senso comum sobre questões de usabilidade e ergonomia.

Existem diversos critérios propostos a ser aplicados nesta análise, o mais famoso deles foi proposto por Jakob Nielsen e apresenta dez critérios possíveis de avaliação.

Mais recentemente a arquiteta de informação Abby Covert propôs esses dez critérios que podem ser aplicados nesta análise.

A proposta é bem interessante e aborda questões importantes para o sucesso do projeto de interfaces, englobando até mesmo questões sobre a viabilidade comercial destes projetos.

Por esse motivo, decidi traduzir e compartilhar essa lista por aqui também. Inseri a apresentação dela no final da postagem, mas também é possível acessar o original por meio do link em referências.

É importante citar que Abby começa sua apresentação falando sobre o que queremos em uma crítica. Em sua explicação ela divide este objetivo em dois grupos passíveis de serem pesquisados:

Designers:

O objetivo neste caso é despertar novos insights enquanto avaliam seu trabalho, seja sozinho ou com outros. Deste modo evitamos bloqueios criativos ou a sensação de não saber por onde começar.

Não-designers:

O objetivo neste caso é recolher opiniões saudáveis sem o olhar direcionado de outros designers. Deste modo se evita opiniões que parecem regras e se alcança uma gama maior de opções sobre quando e que tipo de feedback mostrar nas interfaces.

Ainda segundo Abby, o importante neste processo de critica é saber se o que foi projetado tem “pernas”. Essas pernas devem responder questões como:

– O projeto é estável suficiente para suportar o peso de uso?
– Ele será efetivo no uso?
– Ele consegue se manter por si mesmo?

Para isso que desenvolvemos a análise heurística, até porque por meio dela podemos:

– Avaliar as forças e as qualidades sobre o que estamos oferecendo aos clientes.
– Facilitar as críticas durante o planejamento, concepção e desenvolvimento da solução.
– Predizer a eficácia potencial da solução.

Baseada nisso, Abby propôs seus dez princípios de heurísticas.

Análise heurística: Os 10 princípios de Abby Covert

01. Encontrável (Fácil de ser localizado)

– Os clientes podem encontrar facilmente o que procuram?
– Como os recursos de procura e rastreamento são afetados nos diversos dispositivos ou canais de acesso?
– Existem vários caminhos disponíveis para acessar as coisas?
– Como os mecanismos de pesquisa, interno e externo, reconhecem as coisas que lhe são fornecidas?
– As informações estão formatadas de acordo com o imaginado pelo cliente?
– O que é fornecido para fazer os resultados mais úteis?

02. Acessível (Fácil de ser acessado e navegado)

– O serviço pode ser usado facilmente em todos os dispositivos usados pelos clientes?
– Quão resiliente e consistente é o serviço quando usado nos diferentes dispositivos?
– O serviço está pronto para atender as diferentes deficiências ou limitações dos clientes?

03. Claro (Facilmente rastreável)

– É fácil entender os recursos disponíveis?
– O nível de conhecimento dos clientes está sendo considerado?
– O caminho para concluir a tarefa está óbvio e livre de distrações?
– O cliente pode facilmente descrever os processos e o serviço?

Dica: Top 3 inimigos da clareza para serem evitados

Modelo mental corporativo: Quando a navegação é construída com base na estrutura organizacional e não nas necessidades do cliente.

Linguagem técnica: Quando terminologias técnicas ou da área, que só são compreendidas por pessoas envolvidas no projeto, são usadas na linguagem para o cliente final.

Floreios para fantasiar: Quando se utiliza discursos poucos claros para não se comprometer com o cliente ou disfarçar um processo dentro do serviço.

04. Comunicativo (Informação no tempo certo)

– O estado, a localização e a permissão de navegação estão claras para o cliente?
– A qualidade das mensagens asseguram todo suporte necessário para as tarefas a serem executadas?
– A navegação e as mensagens ajudam a estabelecer consistência e orientação em meio a todos os dispositivos, contextos e tarefas?

05. Útil (Capacidade de produzir o resultado esperado ou desejado)

– Os clientes são capazes de completar as tarefas desejadas sem se frustrar ou abandonar o processo?
– O serviço é capaz de atender clientes novos e fiéis satisfazendo suas necessidades específicas?
– Existem opções de navegações enxutas o suficiente para conduzir facilmente o cliente ao próximo passo? Estes estão claramente etiquetados?

06. Confiável (Digno de confiança)

– O design é apropriado ao contexto de uso e a audiência?
– O conteúdo é atualizado em tempo hábil?
– O conteúdo promocional é usado de forma consciente?
– É fácil contatar pessoas reais?
– É fácil verificar as credenciais da empresa?
– Você tem conteúdo de suporte onde ele é necessário (especialmente onde se pede conteúdo pessoal sensível)?

07. Controlável (Capaz de ajustar os requerimentos)

– As tarefas e informações que o cliente pode vir a desejar estão disponíveis?
– Como os erros são antecipados, eliminados ou superados?
– Quando um erro acontece, quanto fácil é se recuperar dele?
– Existem recursos disponíveis para os clientes adaptarem informações ou funcionalidades ao contexto deles?
– As saídas e outros controles fundamentais estão claramente marcados?

08. Valor (Percepção de um grande serviço, uso e importância)

– O serviço é desejado pelo público-alvo?
– O serviço consegue alcançar as expectativas através das interações em todos os dispositivos?
– Um cliente comum pode facilmente descrever o valor?
– Como o sucesso é medido?
– O serviço melhora a satisfação do cliente?

09. Fácil aprendizado (Para fixar na mente e na memória)

– O processo pode ser aprendido facilmente?
– O que o serviço oferece para ensinar facilmente os processos mais complicados?
– É memorável?
– Seu comportamento é tão consistente que pode ser previsto?

10. Encantador (Grande prazer)

– Qual é sua diferença em relação a serviços similares ou concorrentes?
– Como as expectativas do cliente podem não somente ser atendidas, mas excedidas?
– Como o serviço pode propor o que é inesperado?
– O que você pode transformar de ordinário em extraordinário?

A seguir, a apresentação original da Abby (em inglês), com todo o conteúdo:

Além desses princípios propostos por Abby, existem diversos outros, o importante mesmo é avaliar nosso trabalho com o intuito de melhorá-lo constantemente, e, neste sentido, use todo o conhecimento disponível sem moderação.

Referências
Abby Covert; Guilherme Gonzalez; Guilherme Serrano; Blog de AI;

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here