As Leis da Simplicidade de John Maeda

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As Leis da Simplicidade de John Maeda
As Leis da Simplicidade

As Leis da Simplicidade de John Maeda apresenta as dez ‘leis da simplicidade’ e revela por que simplicidade é a tendência da era digital, cada vez mais sobrecarregada com informações e estímulos diversos. Com lições práticas, Maeda mostra como essas leis podem ser aplicadas em todos os aspectos da vida.

Citações selecionadas

ELA: Encolher [o possível], Ocultar [o que não está em uso ou não seja necessário naquele momento] e Agregar [sensação de valor que produto maior e com todas as funções aparentes tem na mente do usuário]” (MAEDA, 2007, p. 2).

Um exemplo clássico dessa técnica é o canivete suíço. Apenas a ferramenta que você deseja utilizar fica exposta, enquanto as outras lâminas e chaves permanecem ocultas” (MAEDA, 2007, p. 5).

Trabalhar com menos objetos, conceitos e funções – menos botões correspondentes para serem acionados – simplifica mais a nossa vida quando estamos diante da alternativa de termos opções demais” (MAEDA, 2007, p. 12).

Organização faz com que um sistema de muitos pareça de poucos” (MAEDA, 2007, p. 12).

[…] O que vai com o que? […] SLIP: Selecionar, Rotular, Integrar, Priorizar” (MAEDA, 2007, p. 12&13).

Cortar dez minutos do tempo gasto para voltar para casa após o final do expediente traduz-se em dez minutos a mais junto àqueles que você ama” (MAEDA, 2007, p. 24).

A redução de uma tarefa de cinco minutos para um minuto é a raison d’être do gerenciamento de operações, o campo que nos introduziu em um mundo que nunca dorme e é sempre pontual” (MAEDA, 2007, p. 25).

Assim, escolher quando dar mais importância versus quando dar menos importância está no cerne de se viver uma vida eficiente, mas recompensadora diariamente” (MAEDA, 2007, p. 26).

Dizer às pessoas quanto tempo ainda têm de esperar é uma prática cada vez mais popular” (MAEDA, 2007, p. 28).

Conhecimento é conforto, e o conforto reside na essência da simplicidade” (MAEDA, 2007, p. 29).

[…] chamado Raymond Lowey, o crédito pelo conceito de modelagem denominado “aerodinâmico” (streamlining)” (MAEDA, 2007, p. 29).

Como você pode tornar a espera mais curta? […] Como você pode tornar a espera mais tolerável” (MAEDA, 2007, p. 31).

[…] os princípios da Gestalt do design dependem da capacidade de nossa mente em “preencher lacunas” ao sintetizarmos relações plausíveis. O Design começa por alavancar o instinto humano para fazer relações, em seguida traduzir a relação para um objeto ou serviço tangível e então idealmente por acrescentar um pouco de surpresa para recompensar o esforço do público” (MAEDA, 2007, p. 39).

Aprendi que os designs de produtos mais bem-sucedidos – sejam eles simples, complexos, racionais, ilógicos, domésticos, internacionais, tecnofílicos ou tecnofóbicos – são aqueles que estão profundamente ligados a um contexto maior de aprendizagem e de vida” (MAEDA, 2007, p. 43).

A combinação de um objeto simples com uma série de acessórios opcionais dá aos consumidores a chance de expressar seus sentimentos e os sentimentos em relação aos seus objetos” (MAEDA, 2007, p. 67).

No entanto, uma faceta oculta no design japonês é esse tema animístico” (MAEDA, 2007, p. 69).

A melhor arte faz a sua cabeça girar com perguntas. Talvez essa seja a distinção fundamental entre arte pura e design puro. Enquanto a grande arte o faz imaginar, o grande design torna as coisas mais claras” (MAEDA, 2007, p. 70).

Atingir a clareza não é difícil. O oncologista (*) da italiana atingiu-a facilmente. O verdadeiro desafio é alcançar o conforto” (MAEDA, 2007, p. 71).

(*) – […] uma socialite poderosa que recebeu um diagnóstico de câncer. Enquanto ela ainda estava se recuperando do choque da notícia, o médico informou-lhe sobre o limite de tempo de dez minutos por consulta. Mesmo em seu estado de fragilidade, ela teria que sair para que ele pudesse transmitir mensagens semelhantes para os pacientes que estavam aguardando. Nesse caso, o design de extrema eficiência de seu sistema de comunicação estava desprovido de qualquer avaliação das dimensões ambíguas dos sentimentos – matéria da arte.

Percebi que sempre soube nadar – eu só não confiava na água” (MAEDA, 2007, p. 75).

Alguns acreditam que essa característica torna as pessoas mais criativas, permitindo que assumam mais riscos; outros afirmam que o “desfazer” torna as pessoas menos criativas porque não pensam por meio de ideias, mas criam por acaso. A postura a ser tomada depende se você é o Mestre do sushi ou apenas o habitual Zé da cozinha” (MAEDA, 2007, p. 79).

Mas coloque, se possível, o botão DESFAZER longe do alcance quando estiver lidando com pessoas de verdade” (MAEDA, 2007, p. 80).

A simplicidade consiste em subtrair o óbvio e acrescentar o significativo” (MAEDA, 2007, p. 89).

As dez leis da simplicidade:

1. REDUZIR – A maneira mais simples de alcançar a simplicidade é por meio de uma redução conscienciosa.

2. ORGANIZAR – A organização faz com que um sistema de muitos pareça de poucos.

3. TEMPO – Economia de tempo transmite simplicidade.

4. APRENDER – O conhecimento torna tudo mais simples.

5. DIFERENÇAS – Simplicidade e complexidade necessitam uma da outra.

6. CONTEXTO – O que reside na periferia da simplicidade é definitivamente não-periférico.

7. EMOÇÃO – Mais emoções é melhor que menos.

8. CONFIANÇA – Na simplicidade nós confiamos.

9. FRACASSO – Algumas coisas nunca podem ser simples.

10. A ÚNICA – A simplicidade consiste em subtrair o óbvio e acrescentar o significativo.

As três soluções:

1. DISTANCIAMENTO – Mais parece menos simplesmente afastando-se para bem longe.

2. ABERTURA – Abertura [Receptividade e Flexibilidade] significa simplicidade.

3. ENERGIA – Use menos, ganhe mais [seja conscientemente ecológico].

(MAEDA, 2007, p. 101).

Referências
MAEDA, John. As Leis da Simplicidade: Vida, Negócios, Tecnologia, Design. São Paulo: Editora Novo Conceito, 2007.

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