Design Sprint Kit: Um recurso para sessões com design thinking

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Design Sprint Kit

Design Sprint Kit é um recurso criado e aprimorado pelo Google para ajudar as equipes que quiserem organizar suas próprias sessões de design thinking.

Contando com sites, vídeos e até um kit físico possível de se comprado (para quem estiver nos EUA), é uma excelente ferramenta para começar a explorar esse universo.

Lembro que quando iniciei minha carreira focando em desenhar experiências para o cliente nossas discussões envolviam muito a diagramação e distribuição da informação em meio as interfaces digitais por onde o cliente acessaria aquilo que precisava.

Na época, nossa atividade começava a ser conhecida como Arquitetura de Informação e discutíamos muito sobre posição do menu, formato e cor de link, labels para os títulos, tamanho dos textos e etc.

A nossa rotina de trabalho avançou com a tecnologia e em pouco tempo nossas conversas seguiram para pensar sobre o comportamento ideal do sistema distribuído nos diversos pontos de acesso existentes, e então pensávamos em garantir consistência de dados e de comportamento quando o sistema era acessado a partir do celular, do tablet, do notebook e até de televisões inteligentes.

Os meios para acessar o conteúdo na internet cresceram exponencialmente, e o foco do nosso trabalho foi pensar em uma experiência digital coerente, contudo as empresas não contam só com meios de acessos digitais para se relacionar com seus clientes e nossa atividade precisou crescer seu campo de atuação para os pontos de contato além do digital.

Nesse período, o design de experiência começou a olhar o serviço de forma mais holística e acrescentou a sua rotina o estudo dos pontos de contato analógicos, além dos digitais, buscando garantir uma experiência coesa em toda a cadeia do serviço.

Sob o nome de design de serviço, ou ainda service design, cresceram diversas abordagens para apoiar o planejamento estratégico, mantendo o debate do menu apenas como mais um ponto dentro de uma rede gigante e complexa de entrega de valor.

Envolver o cliente final, ou usuário, nos desenhos dessas soluções já era prática comum, mas dada a complexidade dos debates, vimos a necessidade de incluir ainda mais profissionais para discutir o funcionamento do serviço de forma mais completa.

Esse foi o período em que uma nova habilidade de tornou fundamental para esse profissional da experiência: a facilitação.

Para projetar as experiências, nossas atividades começavam a envolver diversos profissionais da empresas, diversos clientes representando comportamentos mistos e líderes estratégicos da companhia para entender e criar serviços coesos de ponta a ponta.

Nesse sentido, as dinâmicas estruturadas se tornaram fundamentais para garantir que horas ou semanas de reuniões entregassem o conhecimento necessário e fossem relevantes no calendário da empresa.

Facilitar esses exercícios se tornou uma arte importante para extrair conteúdo dos participantes e transformá-lo em valor de negócio, desenho de interfaces, de comportamentos analógicos e até de princípios.

Dentro disso, abordagens como o Duplo Diamante do Design Council, o Design Sprint do Google, o Design Thinking da IDEO e tantos outros serviram para ajudar a compor rotinas e cronogramas de atividades para que grandes grupos pudessem trabalhar juntos em prol de um objetivo comum.

Dentro da minha experiência já trabalhei com todas essas abordagens e, mesmo sendo todas muito úteis, posso afirmar que o melhor formato de trabalho é o que o profissional da experiência personalizar para sua realidade.

Seguir um by the book é útil para aprender as abordagens, mas assim que se sentir confortável, é interessante que o profissional adapte as abordagens e metodologias para sua realidade, por que cada empresa tem seus próprios desafios, anseios e dificuldades.

Para quem quer começar a se envolver nessas atividades uma boa escolha pode ser o Design Sprint Kit do Google, uma abordagem amadurecida pela equipe do Google a partir de diversos experimentos.

Divido em cinco grandes etapas (uma a mais que o dupo diamante do Design Council), a abordagem envolve: Entendimento, Rascunho, Decisão, Prototipagem e Validação.

De modo superficial, as etapas do Design Sprint Kit exploram:

Entender: Mapear o campo do problema a ser resolvido e criar um modelo mental para grupo de trabalho. Nessa fase, podemos usar metodologias como o How Might We, Lighting Talks, Affinity Mapping, Success Metrics, Empathy Building e Sprint Ethnography. Além dessas, há diversas outras possíveis de serem usadas e a decisão de qual usar vai depender do desafio a ser solucionado.

Rascunhar: Rascunhar possíveis meios de solucionar o problema e apresentar em grupo para debate e refinamento. Nessa fase, podemos usar metodologias como The Warm Up: Comparable Problem, Boot Up Note Taking, Crazy 8`s e Solution Sketch.

Decidir: Decidir que ideias vão para o protótipo para serem validadas com o cliente. Nessa fase, podemos usar metodologias como Presente Solution Sketch, Assumptions and Sprint Questions, Vote and Select Direction, Heatmap Voting e Decision Matrix.

Prototipar: Momento de criar o protótipo que será levado para as ruas e testado com clientes reais. Nessa fase, podemos usar metodologias como Storyboard, Paper Prototype e Digital Prototype.

Validar: Momento de validar as hipóteses com o cliente, basicamente levar o protótipo para ser testado com nossos usuários finais. Nessa fase, podemos usar metodologias como Usability Study, Stakeholder Review, Technical Review e Recaps.

Essa são apenas algumas das abordagens possíveis, o mais importante para qualquer Sprint de design é começar sempre com o desafio bem definido e iniciar conversando com o cliente final para evitarmos passar nossos modelos mentais como comportamento dos nossos usuários.

Referências
Google Design Kit; Google Design;

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