Design thinking para gestão de produtos e serviços

1
277
views
Design Thinking Para Gestao de Produtos

Design thinking para gestão de produtos e serviços pode construir desde pontes entre as pessoas da equipe quanto criar inovação para o que já é oferecido.

Já vermos o uso do design thinking (pensamento do design) para o desenvolvimento de novos produtos e serviços com bastante facilidade.

Contudo, essa abordagem também pode ser usada para gestão de produtos existentes, mesmo quando não queremos reinventá-lo por completo.

Separei quatro pontos importantes quando o assunto é tratar o design thinking para gestão de produtos e serviços:

1. Escolha a abordagem de base do design thinking para gestão de produtos e serviços

Importante lembrarmos que o design thinking é uma abordagem para resolver problemas complexos nascida dentro da comunidade de design e difundida no mundo para ser aplicada em outras vertentes além da indústria em si, incluindo nisso serviços diversos, melhorias na saúde pública, soluções para desigualdade social, para transporte urbano e muitos outros.

Dentro dessa abordagem é possível usar várias estruturas, a mais conhecidas se baseiam no modelo mental do Duplo Diamante desenhado pelo Design Council em 2005.

Design Thinking Para Gestao de Produtos

Contudo, mesmo tendo como base esse modelo esquemático, as equipes podem desenvolver várias etapas que passam pela divergência e convergência explorada pelo Duplo Diamante.

Eu mesmo já vi abordagens construídas sobre o Duplo Diamante que passam por três, quatro e até oito etapas diferentes.

Atualmente eu venho usando uma estrutura que conta com cinco etapas: Entender, Idear, Alinhar, Prototipar e Testar.

Design Thinking Para Gestao de Produtos

Contudo ela é apenas uma opção das muitas existentes, inclusive é possível criar uma nova estruturação de etapas de acordo com a equipe de trabalho.

Para esse texto vou usar essa base de cinco etapas que venho usando mais recorrentemente.

2. Use a abordagem completa do design thinking para gestão de produtos e serviços

O uso completo da abordagem de design thinking, no meu caso com as cinco etapas, só é utilizado quando o problema é considerado complexo.

Para o problema ser considerado complexo ele passa por uma avaliação do grupo de trabalho e deve ter uma pontuação baixa na maioria dos pontos analisados.

Para essa análise usamos várias metodologias, sendo a principal delas uma ficha simples de avaliação feita entre o time com a ajuda do facilitador.

Design Thinking Para Gestao de Produtos

Se a pontuação for baixa nessa análise, já é um indício da necessidade do uso completo da abordagem do design thinking.

Nesse caso, a abordagem pode levar de uma a duas semanas de exploração para alinharmos bem os pontos e gerarmos o conhecimento necessário para a tomada de decisão.

Aqui é explorado profundamente as etapas de Entender, Idear, Alinhar, Prototipar e Testar.

O tempo de cada etapa varia de acordo com a análise feita no trabalho inicial, sendo definido sempre com a equipe de trabalho com a ajuda do facilitador.

Design Thinking Para Gestao de Produtos

3. Fragmente abordagem do design thinking para gestão de produtos e serviços

Em cenários onde a pontuação é baixa em apenas alguns itens, o time pode escolher pelo uso de apenas algumas etapas da abordagem.

Nesse cenário, as etapas são escolhidas de acordo com as maiores dúvidas do time.

Um bom exemplo é quando nos deparamos com um conceito já bem definido ou uma hipótese muito forte e nosso desejo é testar e aprender se estamos no caminho certo.

Nesse caso, poderíamos usar uma ideação/prototipagem com clientes finais e teste com usuários reais.

Assim, com apenas duas etapas, levantaríamos os aprendizados necessários para seguir o projeto.

Esses modelos menores são os mais indicados e talvez os mais usados na gestão de produto, já que muitas hipóteses e conceitos nascem do uso e feedback de clientes reais.

Algumas vezes já tive a necessidade do uso da abordagem completa quando existe um forte conceito, porém ainda não muito bem definido ou quando o time não está bem alinhado.

Neste caso, aplicamos a abordagem completa reduzindo o tempo das etapas menos necessárias.

Um exemplo seria fazer o entendimento e ideação reduzidos, por serem itens mais maduros, e dar mais espaço para alinhamento e teste que precisam de mais atenção.

4. Desenhe seu processo de design thinking para gestão de produtos e serviços

Em alguns projetos, a complexidade e mesmo a formação do time pode ser altamente desafiadora.

A dinâmica de trabalho nesses casos pode ser o principal fator que o facilitador terá como desafio, exigindo uma rápida adaptação da abordagem ou mesmo uma estruturação completamente inédita.

Eu mesmo passei por isso, por exemplo, quando lidei com público jovem, entre 10 e 12 anos, o que me exigiu bastante criatividade e jogo de cintura para criar uma abordagem que misturava as etapas em diversos jogos para manter o trabalho divertido.

Neste exemplo, passamos pelas cinco etapas de uma forma misturada, ou seja, não havia uma divisão clara entre as etapas e, de acordo com o próprio time, adaptávamos as dinâmicas seguintes adicionando mais recursos de entendimento ou alinhamento, ou retirando dinâmicas dessas etapas quando víamos que elas eram menos necessárias.

Para esse tipo de trabalho é importante ter bastante conhecimento do objetivo, das metodologias e muita empatia para adaptar os exercícios no meio do processo.

A improvisação nesse cenário é a chave fundamental para o funcionamento, e isso exige bastante preparo dos facilitadores.

Referências
Design Council;

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here