Formas de organizar informações: A organização alfabética

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A organização alfabética

Para realizar os objetivos projetuais estabelecidos, o desenvolvimento do design de informação passa por várias etapas e uma dessas primeiras etapas pode ser a organização do conteúdo já selecionado.

Essa organização pode ser feita, por exemplo, por meio dos cinco métodos explanados por Richard Saul Wurman e, apesar de não ser uma regra, tomar esse caminho logo no início pode até ajudar na concepção das demais etapas.

Para demonstrar algumas aplicações visuais bem simplistas desse método, podemos tomar como referência a tabela de distribuição populacional do ano de 2013 (postagem completa sobre a tabela e os métodos de Wurman aqui).

Para iniciar essa exemplificação, parti da organização alfabética e desenvolvi duas apresentações totalmente empíricas, tendo como objetivo que o interator encontrasse seu Estado o mais rápido possível.

Esse objetivo é bem atendido pela organização alfabética, uma vez que a estrutura do alfabeto está fortemente enraizada na mente da maioria dos interatores digitais da atualidade.

Em um primeiro momento, eu apenas organizei os Estados pela ordem alfabética em uma tabela. Só isso já ajudou bastante o interator a encontrar seu Estado.

A organização alfabética

A seguir desenvolvi uma proposta destacando mais ainda as letras, para marcar mais precisamente onde se iniciava cada grupo, assim houve uma melhora visual que facilitou o interator a encontrar mais rapidamente seu Estado.

A organização alfabética

Aproveitei essa nova disposição para inserir uma sequência numérica, assim o interator, além de encontrar seu Estado, consegue ver também quantos Estados brasileiros começam com aquela determinada letra.

A disposição visual desse conteúdo foi aplicada precisamente para ter equilíbrio entre linhas e colunas.

Também foram inseridos elementos e espaçamentos folgados entre os blocos para que o interator pudesse percebê-los facilmente. Primeiramente as sete linhas e posteriormente as duas colunas de Estados.

Desse modo, com um rastreamento rápido, o interator pode encontrar o que procura e ignorar o restante, mantendo-se focado no conteúdo que deseja.

A curva de aprendizagem dessa apresentação é baixíssima, ou seja, essa disposição visual requisita pouco esforço para ser compreendida e rastreada.

Mesmo assim ainda existe uma grande quantidade de conteúdo sendo apresentado, o que pode desmotivar o interator.

Pensando nisso, e aliando a apresentação a recursos interativos, desenvolvi um segundo estudo aplicando a possibilidade de o interator clicar sobre a letra e, então, visualizar todos os Estados do conjunto.

A organização alfabética

A dramática redução de conteúdo favorece muito a leitura e diminui a carga cognitiva necessária para encontrar o Estado.

Podemos observar que nesse modo de apresentação existe a inserção de algum esforço físico (o interator deve clicar na letra, além de procura-la), porém a redução de conteúdo compensa essa adição. Além disso, ao navegar pela Internet, o interator já espera e já faz essas ações de cliques, portanto seu peso (nesse cenário) é quase nulo.

Posteriormente apresentarei outros estudos visuais para os demais modos de organização de conteúdo.

Licença Creative Commons
Esta obra de Heller em Heller de Paula, foi licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.

Referências
WURMAN, Richard Saul. Ansiedade de Informação: Como Transformar Informação em Compreensão. São Paulo: Cultura Editora Associados, 1991.
WURMAN, Richard Saul. Ansiedade de Informação: Um Guia Para Quem Comunica e Dá Instruções. São Paulo: Editora de Cultura, 2005.

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