Formas de organizar informações: A organização por localização

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A organização por localização

O designer de informação deve ser também um bom narrador, afinal durante seu processo de trabalho esse profissional desenvolve complexos enredos para serem apaixonantes e educativos.

Podemos perceber que essa missão de tornar o conteúdo mais interessante e divertido representa às vezes uma batalha homérica, afinal, imagine o trabalho de transformar um manual técnico em algo prazeroso e lúdico para o interator, fazendo, inclusive, que ao final da trajetória os envolvidos consigam lembrar e reproduzir as instruções com facilidade.

É notória, portanto, a necessidade desse profissional estar constantemente procurando novos recursos para seu “cinto de utilidades”, garantindo boas soluções para as questões da informação.

Certa vez, durante minhas pesquisas de aprimoramento, me deparei com uma frase bem interessante sobre a definição de tecnologia. Ela dizia algo como:

Tecnologia é qualquer objeto, processo ou método concebido para auxiliar em uma tarefa, “um meio para cumprir um propósito humano” – W. Brian Arthur

Partindo disso é possível averiguar o papel do designer de informação em desenvolver tecnologias cada vez mais amigáveis. Com esse intuito venho desenvolvendo alguns estudos bem experimentais explorando conceitos e metodologias da área do design de informação.

Uma dessas metodologias é explanada por Richard Saul Wurman, porém, além de simplesmente apresentar a teoria, me propus a desenvolver alguns estudos visuais brincando com seu conceito.

Já apresentei dois métodos organizacionais (aqui e aqui), agora apresento a terceira aplicação que desenvolvi com a organização por localização.

Para esse estudo tive como base a publicação do IBGE sobre a quantidade populacional brasileira no ano de 2013 (postagem completa aqui), e organizei os dados brincando com as linhas latitudinais.

A organização por localização

O objetivo definido foi demonstrar claramente a concentração de Estados em relação ao número de habitantes. Para isso optei por aplicar um gráfico de dispersão como representação visual, o que atendeu bem a meta estipulada.

Para ampliar as possibilidades da informação, o estudo foi imaginado como sendo digital, e, portanto, passível de interação.

Nesse caso, cada ponto verde claro representa um Estado e com o mouse sobre o ponto, o verde fica mais escuro e mostra seu nome e sua quantidade populacional.

Com esse exemplo, é possível perceber rapidamente a quantidade de Estados em cada área (acima do Equador, entre as linhas e abaixo do Trópico de Capricórnio), além de ficar mais claro que a maioria dos Estados tem população abaixo dos dez milhões e a distância absurda entre as regiões quando comparada com São Paulo, o Estado mais populoso que aparece sozinho e bem distante do segundo colocado.

Essa representação visual, além de permitir comparações mais rápidas entre dados é mais interessante quando comparada com a tabela (abaixo), portanto potencializa positivamente a organização por localização.

A organização por localização

Aqui poderia ser usado o mapa com as linhas como representação, mas ele não seria tão eficaz quanto o gráfico, como é possível observar na figura abaixo.

A organização por localização

No próximo estudo vou apresentar a organização por sequência.

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Esta obra de Heller em Heller de Paula, foi licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.

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