Manual do Roteiro de Syd Field

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Manual do Roteiro de Syd Field
Manual do Roteiro de Syd Field
Manual do Roteiro

Manual do Roteiro de Syd Field apresenta como construir roteiros abordando todos os aspectos para o desenvolvimento de uma narrativa envolvente e bem estruturada.

Uma excelente obra para aprender como construir boas histórias, seja para filmes, livros, peças de teatro, comerciais ou qualquer outro suporte para transmitir informações.

Citações selecionadas

A origem latina de estrutura, structura, significa ‘construir’ ou ‘organizar e agrupar elementos diferentes’ como um edifício ou um carro. Mas há outra definição para a palavra estrutura, que é ‘o relacionamento entre as partes e o todo’” (FIELD, 1995, p. 2).

O paradigma de uma mesa, por exemplo, é um tampo com quatro pernas. Dentro do paradigma, podemos ter uma mesa baixa, uma mesa alta, uma mesa estreita, uma mesa larga; ou uma mesa circular; uma mesa quadrada, uma mesa retangular; ou uma mesa de vidro, mesa de madeira, mesa de ferro batido, de qualquer tipo, e o paradigma não muda – permanece firme, um tampo com quatro pernas” (FIELD, 1995, p. 3).

Aristoteles definiu as três unidades de ação dramática: tempo, espaço e ação” (FIELD, 1995, p. 3).

O que o move [o personagem] através da ação? O que deseja o seu personagem principal? Qual a sua necessidade? Se você conhece a necessidade dramática do seu personagem, pode criar obstáculos a essa necessidade, e a história torna-se uma série de obstáculos após obstáculos, que seu personagem deve ultrapassar para alcançar (ou não) sua necessidade dramática” (FIELD, 1995, p. 5).

Todo drama é conflito. Sem conflito não há personagem; sem personagem, não há ação; sem ação, não há história; e sem história, não há roteiro” (FIELD, 1995, p. 5).

Ação é o que acontece; personagem, a quem acontece. Todo roteiro dramatiza ação e personagem” (FIELD, 1995, p. 11).

Quando pode expressar sua ideia sucintamente em termos de ação e personagem, quando pode expressá-la como um substantivo – minha história é sobre esta pessoa, neste lugar, vivendo sua ‘coisa’ – você está começando a preparação do seu roteiro” (FIELD, 1995, p. 13).

Pesquisas lhe dão ideias, sensibilidade para as pessoas, situações e locais. Permitem que você adquira um grau de confiança, de maneira que fique sempre no controle de seu assunto, operando por escolha, não por necessidade ou ignorância” (FIELD, 1995, p. 15).

Primeiro, classifique a vida do personagem sob três componentes básicos – profissional [O que faz para viver/trabalho], pessoal [solteiro, casado, idade, relacionamentos e etc.] e privado [o que ele faz quando está sozinho]” (FIELD, 1995, p. 21).

Procure formas para que seus personagens sustentem e dramatizem seus pontos de vista” (FIELD, 1995, p. 28).

Ação é personagem – o que uma pessoa faz é o que ela é, não o que ela diz” (FIELD, 1995, p. 31).

Lembre-se da definição de estrutura de roteiro: ‘uma progressão linear de incidentes relacionados, episódicos e eventos que conduzem a uma resolução dramática’” (FIELD, 1995, p. 48).

Você tem dez páginas (dez minutos) para estabelecer três coisas para seus leitores ou público: (1) quem é o seu personagem principal? (2) qual a premissa dramática – isto é, do que trata o roteiro? e (3) qual é a situação dramática – as circunstâncias dramáticas em torno de sua história?” (FIELD, 1995, p. 48).

[…] o conceito de sinergia como o relacionamento entre o todo e suas partes; isto é, um sistema” (FIELD, 1995, p. 79).

O roteiro consiste de uma série de elementos que podem ser comparados a um ‘sistema’; um número de partes individualmente relacionadas arranjadas para formar uma unidade, ou todo: o sistema solar é composto de nove planetas na órbita do sol; o sistema circulatório trabalha em conjunção com todos os órgãos do corpo” (FIELD, 1995, p. 79).

Uma sequencia é uma série de cenas ligadas, ou conectadas, por uma única ideia” (FIELD, 1995, p. 80).

Antes de poder começar a escrever o seu roteiro, você tem que saber quatro coisas: a abertura, o ponto de virada no fim do Ato I, o ponto de virada no fim do Ato II e o final” (FIELD, 1995, p. 81).

[…] o ponto de virada no final do Ato II. É o ‘incidente, ou evento, que reverte a história’ e nos conduz ao Ato III e à resolução” (FIELD, 1995, p. 104).

Toda cena tem duas coisas: Lugar e Tempo” (FIELD, 1995, p. 113).

Primeiro crie o contexto e depois determine o conteúdo” (FIELD, 1995, p. 115).

Quando escrever uma cena, procure por uma maneira de dramatizar a cena ‘contra a corrente’” (FIELD, 1995, p. 116).

Uma vez determinado o contexto – o propósito, local e tempo – o conteúdo vem naturalmente” (FIELD, 1995, p. 116).

Primeiro, encontre os componentes da cena. O que existe num restaurante que possamos usar dramaticamente? Os garçons, a comida, alguém sentado ao lado; um velho amigo?” (FIELD, 1995, p. 117).

Este é um método que lhe permite ficar no controle de sua história, não sob o controle dela. Como roteirista, você tem que exercer a escolha e a responsabilidade na construção e apresentação de suas cenas” (FIELD, 1995, p. 117).

[…] Woody Allen diz, ‘representar engraçado é a pior coisa que você pode fazer’” (FIELD, 1995, p. 118).

A comédia, como o drama, depende de ‘pessoas verdadeiras em situações reais’” (FIELD, 1995, p. 118).

Os pontos de virada no final dos Atos I e II são seus pontos de destino; é para lá que você vai quando está estruturando ou construindo seu roteiro” (FIELD, 1995, p. 135).

Você constrói o roteiro em termos de unidades – Atos I, II, III” (FIELD, 1995, p. 135).

Muitos roteiristas novatos ou inexperientes fazem com que coisas aconteçam aos seus personagens e eles ficam sempre reagindo às situações, em vez de agirem em termos de necessidade dramática. A essência do personagem é ação; seu personagem tem que agir, não reagir” (FIELD, 1995, p. 136).

Nas primeiras dez páginas, você tem que estabelecer o personagem principal, apresentar a premissa dramática e estabelecer a situação” (FIELD, 1995, p. 137).

Três páginas por dia é razoável e realista. São quase 1.000 palavras por dia” (FIELD, 1995, p. 144).

Lembre-se de que o diálogo é uma função do personagem. Vamos rever o propósito do diálogo. Ele [1] move a história adiante; [2] comunica fatos e informações ao leitor; [3] revela o personagem; [4] estabelece os relacionamentos do personagem; [5] empresta realidade, naturalidade e espontaneidade ao seu personagem; [6] revela os conflitos da história e personagens; [7] revela os estados emocionais de seu personagem; e [8] comenta a ação” (FIELD, 1995, p. 147).

Se funciona, use. Se não, não use” (FIELD, 1995, p. 150).

O trabalho do escritor é de dizer ao diretor o que filmar, não como filmar” (FIELD, 1995, p. 155).

Um plano é o que a câmara vê” (FIELD, 1995, p. 156).

Ao escrever um roteiro, você vai do geral para o particular; primeiro você encontra a história, depois coleta fatos. Em jornalismo, vai-se do particular para o geral; primeiro coletam-se os fatos, depois encontra-se a história” (FIELD, 1995, p. 183).

Quando vocês conhecerem o seu final, a abertura e os pontos de virada, estarão prontos para expandir o enredo numa progressão de cenas usando o método dos cartões 12 X 8 cm” (FIELD, 1995, p. 200).

A chave para a colaboração, ou qualquer relacionamento, é comunicação. Vocês têm que conversar” (FIELD, 1995, p. 201).

Eles não conversaram sobre como iriam trabalhar juntos, apenas que iriam trabalhar juntos. Nenhuma regra foi estabelecida, nenhuma decisão sobre quem faz o que ou quando, e nenhuma escala de trabalho foi acordada” (FIELD, 1995, p. 203).

Certifique-se de que o roteiro está batido em folhas formato Carta (216x279mm)” (FIELD, 1995, p. 214).

O sucesso profissional é medido pela persistência e determinação” (FIELD, 1995, p. 223).

[O lema do McDonald’s] Nada no mundo pode substituir a persistência; Nem o talento; nada é mais comum que homens talentosos sem sucesso. Nem o gênio; gênio sem recompensa é quase um provérbio. Nem a educação; o mundo está cheio de negligentes educados. Só a persistência e a determinação são onipotentes” (FIELD, 1995, p. 223).Manual do Roteiro de Syd Field

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Referências
FIELD, Syd. Manual do Roteiro. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.

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