O Design de Hipermídia de Mônica Moura

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O Design de Hipermídia de Mônica Moura

Na tese de doutorado O Design de Hipermídia de Mônica Moura é apresentado um profundo estudo sobre a hipermídia e a linguagem formatada e utilizada em ambientes digitais. Uma das obras fundamentais para designers digitais compreenderem a formação e a transformação desse ambiente e as muitas variáveis que o compõem.

Citações selecionadas

Criar, desenvolver, implantar um projeto significa pesquisar e trabalhar com referências culturais e estéticas, tecnológicas, inter e transdisciplinares, saber compreender o objetivo desse projeto, estabelecendo e determinando o seu conceito e a sua proposta” (MOURA, 2003, p. 129)

Conforme Löbach, “[…] design é uma idéia, um projeto, um plano para a solução de um problema determinado”” (LÖBACH, 2001 apud MOURA, 2003, p. 130)

Para Baudrillard, o conceito prático de design pode ser analisado “[…] em última instância como produção da comunicação (do homem para com os signos, dos signos entre si, dos homens entre si)”” (BAUDRILLARD, XXXX apud MOURA, 2003, p. 130)

Essas conexões digitais vinculam sites uns aos outros numa teia labiríntica que se ramifica em muitas ‘direções’ ao mesmo tempo” (MOURA, 2003, p. 140)

[…] usuário, também denominado interator” (MOURA, 2003, p. 157)

Interatividade, em documentos digitais, significa que o usuário pode escolher seu próprio caminho através de uma estrutura não-linear feita de texto em forma visual, texto em forma de áudio, imagens, seqüências de vídeo, animações, música e som” (MOURA, 2003, p. 157)

A relação direta e a aplicação do design é o universo do ser humano e suas possibilidades ou potencialidades perceptivas. Portanto, o verbal, o visual, o sonoro, o tátil e o sinestésico devem ser preocupações de um designer e estar presentes no desenvolvimento de um projeto de hipermídia em maior ou menor intensidade, conforme a área e os objetivos aos quais este se destina” (MOURA, 2003, p. 159)

Bonsiepe afirma que, especialmente, neste momento, em que muitas queixas são feitas com relação ao excesso de informações surge uma nova área de atuação profissional para os designers que “[…] poderiam usar a sua competência em distinções visuais para reduzir a sobrecarga daquilo que deixa o público perplexo. A redução de sobrecarga cognitiva poderia se tornar um campo maior de atuação profissional. Por falta de um termo melhor nós poderíamos empregar o termo design de informação […]”” (BONSIEPE, 1999 apud MOURA, 2003, p. 165)

[…] as metáforas tornam o ambiente mais lúdico e o usuário poderá se concentrar mais naquilo que lhe interessa: o conteúdo” (DOMINGUES, 2001 apud MOURA, 2003, p. 198)

Na hipermídia, a interatividade refere-se ao caráter aberto nos sistemas que os usuários podem acessar, estabelecer relações e interferir nos documentos, registrando suas opiniões, transformando a informação, dando vida ao processo de construção do conhecimento” (MOURA, 2003, p. 199)

Quanto mais uma pessoa for capaz de transitar e navegar nos seus próprios arquivos, poderá ser mais criativa, dispor de tudo o que viveu e experienciou” (MOURA, 2003, p. 207)

No ciberespaço, na Internet, navegar é deixar nosso porto seguro, nossa terra firme (a nossa casa, o nosso escritório, o nosso estúdio) para conduzir uma embarcação (o nosso browser, nosso navegador) por lugares desconhecidos (novos sites) ou retornar a paisagens que nos agradam e das quais guardamos felizes lembranças (sites prediletos) e, em alguns momentos, entrar em lugares que guardam ou prometem guardar conhecimentos específicos (bancos de dados, portais). Navegar, portanto, é estabelecer elos entre o mundo físico, real e o mundo digital, virtual” (MOURA, 2003, p. 208)

Bonsiepe afirma que a interface é a relação do objeto/produto com o usuário, seja este produto uma cadeira, uma faca ou um sistema, aplicativo, software” (BONSIEPE, 1999 apud MOURA, 2003, p. 216)

A interface não é uma ‘coisa’, mas o espaço no qual se estrutura a interação entre corpo, ferramenta (objeto ou signo) e objetivo da ação” (BONSIEPE, 1999 apud MOURA, 2003, p. 216)

Estes três campos de ação – usuário [interator], tarefa [objetivo do interator], artefato [ferramenta, por exemplo, um site] são acoplados através da interface” (MOURA, 2003, p. 216)

A cor está relacionada a três dimensões, são elas: o matiz [a cor em si mesma], a saturação [variações entre o matiz e o cinza] e o brilho [relativo ao claro e escuro]” (MOURA, 2003, p. 231)

Referências
MOURA, Mônica. O Design de Hipermídia. 2003. Tese (Doutorado em Comunicação e Semiótica) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2003.

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