Pin-Up Hilda de Duane Bryers exibe a beleza e a sensualidade das gordinhas

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Duane Bryers

De diversas formas a guerra não tem belezas para serem admiradas. Durante esses momentos tensos, os homens que são postos em batalha passam por grande pressão e estresse.

Para tentar minimizar os impactos desse ambiente tenso, de vez em quando é necessário fazer uso de algum recurso que extravase emoções mais positivas, afinal nenhum ser humano consegue segurar tanta pressão por longos períodos ininterruptamente.

Sejam com brincadeiras, palhaçadas e, mais recentemente, até fazendo paródias de músicas pop (veja, por exemplo, soldados no Afeganistão parodiando Call Me Maybe da Carly Rae Jepsen), é saudável que os soldados façam uso de algo positivo para diminuir o estresse.

Algo que se sobressaiu dessas ações foi um costume entre soldados estadunidenses durante os anos de 1940 e 1950, algo que, inclusive, culminou em um estilo de produção gráfica que é sucesso até hoje.

Era costume entre eles pendurar nas paredes (em inglês pin-up) fotos de belas mulheres em situações mais eróticas.

Com o tempo esse costume acabou tomando forma e muitas empresas do período produziram fotos e ilustrações com foco nisso, amenizando o explícito e investindo mais no sensual. Até Marilyn Monroe chegou a encantar nesse estilo para pin-up.

Nessa mesma época, um artista multidisciplinar e autodidata, Duane Bryers, pensou em fazer uma série de ilustrações com uma moça mais cheinha, segundo ele mesmo:

“Eu tive a ideia de desenhar uma mulher gorda em forma de pin-up e queria fazer isso em uma série de calendário, mas como eu ia vender uma garota gorda?”

O artista não desistiu e conseguiu vender sua série para a Brown & Bigelow, a maior empresa de calendários do país na época. E o artista ainda complementa:

“[…] muito relutantemente eles produziram o calendário, acreditando ser por um curto período. A série durou 36 anos.”

O sucesso do calendário pode ser devido a forma como Duane construiu suas ilustrações.

Hilda, a personagem da série, não só é tecnicamente incrível, mas as cenas em que ele a coloca são tão palatáveis e rotineiras que a sensualidade aparece naturalmente, quase que acidentalmente.

Além disso, Hilda consegue demonstrar sua personalidade carismática e livre, nos envolvendo com sua alegria e seu jetinho divertido.

Com tudo isso, quem não gostaria de pendurar o calendário de Hilda em sua própria parede?

Referências
Toil Girls Hilda; Azstarnet; Superinteressante Site;

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